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"Fale com delicadeza hoje; quando o amanhã chegar, você já estará habituado." -
"Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra." Salmo 121:1-2
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"O Templo despertará a fé adormecida dos frios ou mornos na fé e os arremeterá a um avivamento nacional e, em seguida, mundial.." Bispo Macedo
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"Deus não livra da fornalha, mas livra do fogo." BM
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Mulheres da Bíblia : A mulher de Ló
A esposa do sobrinho de Abraão ouviu o coração e virou sal. O que podemos aprender com este triste exemplo?
Imagine a seguinte situação: você tem muitos amigos, gosta de sair para todos os lugares, desfruta da companhia de pessoas que aparentemente são legais, mas, no fundo, sabe que elas não trazem tanta alegria e paz como força-se a acreditar. Então, você conhece alguém que é ainda mais especial, que está prestes a lhe libertar de um tormento inesperado e, no entanto, quando ele pede para largar essas más amizades, abandonar sua antiga vida e essas angústias que ninguém foi capaz de arrancar e seguir em frente, você simplesmente diz não.
Foi o que aconteceu com a mulher de Ló. Ele era sobrinho de um homem muito rico, chamado Abraão, cuja riqueza crescia vertiginosamente. Por terem suas posses multiplicadas dia a dia, os pastores dos rebanhos de ambos começaram a se desentender. Com as desavenças entre os administradores, resolveram se separar.
Então, Ló, a esposa, as duas filhas e toda a sua casa, juntamente com os rebanhos, partiram por uma terra regada, onde ficava Sodoma.
A mulher de Ló tinha tudo ali, por isso, deveria ter privilégios e desfrutar das melhores coisas do lugar. Os bens da família estavam lá; o marido, provavelmente, era considerado e honrado na cidade, já que se assentava junto às suas portas; os genros também eram de Sodoma. No entanto, a cidade era cheia de corrupção, perversidade sexual e tão cheia de pecado que o próprio Deus decidiu destruí-la.
Antes disso, porém, precisava tirar Ló e os seus de lá. Um dos mensageiros de Deus, que avisaram sobre o fim da cidade, disse: “... Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças.” (Gênesis 19:17) Mas foi exatamente isso que a esposa de Ló fez: “E a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal.” (Gênesis 19:26)
Mulheres da Bíblia: Tamar
O capítulo 38 do livro de Gênesis narra a história de Tamar. Uma mulher, que sofreu muito sentimentalmente e que parecia carregar uma maldição nessa área de sua vida.
Ela tornou-se nora de Judá, um dos filhos de Jacó. O primeiro marido de Tamar chamava-se Er. Mas Deus não se agradava da conduta perversa dele e o fez morrer (leia Gênesis 38:7).
Viúva, pela tradição da época, Tamar teria de se casar com o irmão mais novo do marido. A pedido de Judá, Onã, seu segundo filho, a desposa, mas o esposo não queria que ela engravidasse dele. Tal atitude também desagradou a Deus, e Onã foi morto. Restava apenas mais um filho de Judá, Selá.
Temendo perder o único filho que restara, Judá pede então que Tamar retorne à casa de seu pai até que Selá se tornasse homem para desposá-la.
Era uma vergonha para uma mulher que já fora casada ter que retornar à casa dos pais sem marido e sem filhos. Mas Tamar enfrentou essa vergonha.
Só que o tempo passou. Selá tornou-se homem e Judá esqueceu-se do seu compromisso. Ele não daria o seu filho a uma mulher que parecia ter uma maldição. E Tamar tornou-se esquecida. Durante muito tempo ela enfrentou o desprezo, a solidão, os olhares críticos, mas decidiu tomar uma atitude ousada.
Disfarçada, deitou-se com seu sogro, Judá, que a essa época já estava viúvo, e engravidou dele. Ao saber da gravidez da ex-nora, Judá se revoltou, mas ao se dar conta de que ele era o pai disse: “... Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu.” (Gênesis 38:26)
Quantos de nós também não tivemos sonhos frustrados, castelos despedaçados, nos isolamos em nosso canto, sem querer dar brecha para a felicidade?
Pois é, Tamar tinha tudo para desistir. Mas pelas leis da época ela tinha um direito e foi em busca dele. Ela tornou-se mãe de gêmeos e o Velho Testamento não fala mais dessa mulher, que parecia carregar uma maldição.
Deus não se esquece dos seus filhos
Mas Deus tem um amor especial por pessoas com um passado difícil e as escolhe para realizar seus projetos. Tamar não foge à regra. Ela, que fora tão infeliz na vida sentimental, que fora motivo de comentários e que aos olhos dos outros carregava uma maldição, é escolhida por Deus para ir muito além.
Na primeira página do Novo Testamento, mais de 2 mil anos depois, Tamar, aquela que fora esquecida por Judá, volta a ser lembrada. O filho de Tamar é antepassado de Davi e, assim, essa mulher tão sofrida, que teve um direito negado pelo sogro, é incluída na genealogia de Jesus. É uma das poucas mulheres a serem relatadas nos antepassados de Cristo (leia Mateus 1:3).
O que podemos aprender com Tamar
Por mais frustrações que tenhamos ao longo da vida, nada pode deter o nosso sonho, nem a nossa busca pela felicidade.
As escolhas que fazemos têm que ser de acordo com as escolhas de Deus. Por ter se envolvido com pessoas que não agradavam ao Senhor, Tamar pagou um alto preço.
Os nossos inimigos sabem da nossa força e dos planos de Deus para as nossas vidas e vão tentar, a todo custo, impedir que esses planos se concretizem. Todo esse histórico de maldição que rodeava Tamar tinha o propósito de cessar que a descendência de Cristo viesse dela.
Vamos nesta fé: Perseverança.
Mulheres da Bíblia: Hagar
Ela foi rejeitada, mas não abandonada
Hagar tinha todos os motivos para passar o resto da vida lamentando. Ela era a serva egípcia de Sara e foi forçada por sua dona a dar um filho a seu marido, Abraão.
Ao engravidar do marido de sua patroa, o ego de Hagar fica inflado e ela começa a desprezar sua senhora, que era estéril. Sara fica possessa com a petulância de Hagar e dá um ultimato a Abraão. Ele responde: “A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer...” (Gênesis 16.6)
Sara, então, humilha Hagar e ela, com medo, foge da presença de sua senhora, indo refugiar-se no deserto. Lá, é encontrada por um anjo, que a aconselha a voltar e pedir perdão. Ainda no deserto, Hagar recebe a promessa de que a sua descendência seria numerosa.
Em uma passagem, diante de tanta dor, Hagar diz: “... Tu és Deus que vê...” (Gênesis 16.13) Ela volta então para casa.
Os anos passam. Tudo parecia estar bem. Sara havia concebido Isaque e estava feliz da vida. Mas quando Ismael, o filho de Hagar, caçoa de seu primogênito, a fúria de Sara entra em erupção e, mais uma vez, ela pede que Abraão faça alguma coisa.
Ele despede Hagar e seu filho Ismael sem nenhum direito. Sem casa e comida, mãe e filho vivem a peregrinar pelo deserto (leia Genêsis 21. 8-21). Hagar afasta-se do filho para não vê-lo morrer de fome.
Seu sofrimento é intenso. Começara a vida como serva e no momento em que tudo parecia que ia mudar, deixou que o orgulho tomasse conta do seu coração e seus castelos ruíram. Mas ouviu a voz de Deus e pediu perdão. Depois de anos, em que tudo parecia ir bem, de repente, ela se encontrava naquele deserto, vendo o seu único filho, a única coisa que ela podia dizer que tinha, quase morrendo de fome.
O Deus que vê
O que ela havia feito. Onde havia errado? A quem recorrer? Será que Deus via seu sofrimento? Quem nunca se sentiu assim, no meio de um deserto ou enfrentando situações em que parece que ninguém nos vê, ninguém se importa com o nosso sofrimento, com as nossas lágrimas?
Com o coração entristecido e chorando muito, Hagar lembrou-se do Deus que tudo vê. E esse Deus mostrou mais uma vez para ela que o mundo poderia rejeitá-la, mas Ele jamais iria abandoná-la.
O que podemos aprender com Hagar
Não importa onde estejamos. Os olhos de quem tudo vê, enxergam o que vai no fundo de nossa alma, conhece as nossas dores e aflições e, quando chegamos no auge do desespero, Ele diz: “... Que tens? Não temas...” (Gênesis 21. 17)
Não importa a luta que passamos, se nossa herança foi roubada, ou se de repente ficamos sem chão ou a mercê dos infortúnios da vida. Há um Deus que faz o impossível acontecer. E que vai ao deserto só para nos encontrar.
Se muitas vezes fomos rejeitados e quando, aparentemente, as coisas não saem do jeito que esperamos que saiam, ainda assim confiemos na promessa Daquele que perdoa pecados e que não nos abandona. Mesmo que estejamos atravessando um deserto, Ele estará conosco, abrindo poços de água para matar a nossa sede.
Que assim como Hagar, não deixemos que a prepotência ou o orgulho se tornem maiores que os nossos sonhos. Não é por que crescemos em algum setor que temos que humilhar quem está em uma situação desfavorável. Por outro lado, se formos humilhados, lembremos que há alguém que olha por nós, que está sempre intercedendo a nosso favor e jamais irá nos desamparar.
A Bíblia relata que Deus abriu os olhos de Hagar para que visse um poço de água no meio do deserto. Que nós também possamos abrir os olhos para enxergar as maravilhas de Deus para nossas vidas. Pois só no meio do deserto é que temos a chance de encontrar um oásis.
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